A indústria do Rio Grande do Norte esteve presente no lançamento da agenda A Visão de Futuro do Setor Têxtil e de Confecção 2030, documento que reúne as propostas estratégicas do setor para os próximos anos. A presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral do RN (SIFT-RN), Helane Cruz, representou a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) no evento, em Brasília, nesta terça-feira (9), que reuniu empresários, parlamentares e representantes da cadeia produtiva.

Desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) em parceria com o SENAI CETIQT, a agenda destaca temas que devem influenciar de modo crescente a indústria nos próximos anos, como descarbonização, economia circular, digitalização, inteligência artificial, rastreabilidade, novos materiais e inovação tecnológica. Segundo a Abit, a indústria têxtil e de confecção responde por mais de 1,3 milhão de empregos diretos e cerca de 6% do PIB da indústria de transformação nacional.
“Estamos lutando por autonomia comercial, por igualdade tributária e regulatória e para termos um país competitivo industrialmente, trabalhando a lógica da sustentabilidade”, ressalta Helane Cruz. “O documento é um marco estratégico para a atuação do segmento têxtil e vem em um momento importante, em que temáticas desafiadoras surgem para a indústria”, acrescenta.

A presidente do SIFT-RN destaca a importância do setor têxtil e de fiação para o desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Norte. “São quase 22 mil empregos na cadeia produtiva, dos quais 44% são vagas ocupadas por mulheres, então é um segmento de muita relevância”, frisa.
De acordo com o presidente da Abit, Fernando Pimentel, a agenda foi elaborada com a participação de empresários, trabalhadores, especialistas, representantes do setor público e da academia, e está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Olhar para 2030 não é um exercício de futurologia, mas uma necessidade estratégica. O documento busca antecipar desafios, identificar oportunidades e contribuir para que o Brasil fortaleça sua posição entre os principais produtores têxteis do mundo”, afirma.



