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SINDMINERAIS-RN destaca potencial mineral e defende agregação de valor durante Jornada de Estudos Estratégicos

Publicado em 17/06/2026

O potencial mineral do Rio Grande do Norte e a necessidade de ampliar a agregação de valor aos recursos extraídos no estado foram temas centrais da participação do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos do Rio Grande do Norte (SINDMINERAIS-RN) na II Jornada de Estudos Estratégicos, realizada nesta terça-feira (17), em Natal.

Promovido pela 7ª Brigada de Infantaria Motorizada – Brigada Felipe Camarão, o evento teve como tema “Minerais Críticos e Terras Raras: Segurança, Soberania e Desenvolvimento Nacional no Século XXI” e reuniu representantes das Forças Armadas, setor produtivo, academia e instituições ligadas à mineração.

Na abertura, o comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, general de brigada Alexandre Roberto da Silva, ressaltou a importância da integração entre diferentes setores para discutir temas estratégicos para o país. “Tudo nosso tem uma fundamentação. Então, buscamos uma integração entre Exército, instituições e o setor produtivo”, afirmou. “Estamos proporcionando uma reflexão, produção de conhecimento e aproximação com instituições civis em tema de interesse nacional”, completou.

Representando o SINDMINERAIS-RN, o presidente da entidade, Mário Tavares, participou do painel “Rio Grande do Norte: Potência Mineral Emergente – do Potencial Geológico à Indústria Estratégica no RN”, ao lado da presidente do S-Mine Hub, Maria Clara Negreiros, e do acionista da Aura Borborema e vice-presidente do sindicato, Edgar Salustino Neto.

Durante sua apresentação, Mário Tavares destacou a diversidade de ocorrências minerais do estado, tanto de bens minerais metálicos quanto não metálicos, e reforçou a necessidade de incentivar a verticalização da produção mineral.

“O Rio Grande do Norte possui um enorme potencial geológico. Precisamos avançar na agregação de valor ao que produzimos, fortalecendo a industrialização e ampliando os benefícios econômicos gerados pela atividade mineral”, destacou.

O presidente do sindicato explicou ainda que as reservas de terras raras identificadas no estado permanecem, em sua maioria, em fase de pesquisa. “No RN, as terras raras estão basicamente na pesquisa. As empresas ainda não estão produzindo”, observou.

Tavares também apresentou dados sobre a atividade mineral potiguar e ressaltou a importância do ouro como um dos principais ativos da mineração estadual, destacando municípios que concentram empreendimentos do setor de mineração, como Equador, atualmente líder em número de empresas mineradoras.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade de evitar a exportação de matérias-primas sem processamento. Segundo ele, o desafio é transformar os recursos minerais em produtos de maior valor agregado, ampliando a geração de emprego, renda e desenvolvimento industrial no estado.

A presidente do S-Mine Hub, Maria Clara Negreiros, apresentou aspectos da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, proposta pelo Projeto de Lei nº 2.780/2024. Ela destacou o papel estratégico desses recursos no cenário internacional e a necessidade de o Brasil estruturar políticas capazes de aproveitar esse potencial.

“Estamos no centro de uma disputa por minerais críticos e temos que saber o que fazer com isso para atingir um novo patamar e aproveitar o que temos hoje”, afirmou.

Já Edgar Salustino Neto reforçou a importância da conexão entre os diferentes elos da cadeia produtiva mineral e voltou a defender a verticalização como caminho para o fortalecimento do setor. “O risco é exportarmos apenas potencial. Precisamos agregar valor, fortalecer a cadeia produtiva e transformar nossas riquezas minerais em desenvolvimento para o estado e para o país”, destacou.

A programação contou ainda com palestra magna do diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Francisco Valdir Silveira. Com o tema “Potencial Mineral Brasileiro e sua Relevância Estratégica no Cenário Geopolítico – Transição Energética, Segurança Alimentar e Defesa Nacional”, o especialista ressaltou a importância dos minerais críticos para os desafios contemporâneos.

“A transição energética, a segurança alimentar e a defesa nacional são agendas estratégicas que dependem diretamente do acesso aos minerais. O Brasil possui um dos maiores potenciais geológicos do mundo para novas descobertas e já conta com importantes depósitos de elementos críticos, como terras raras, cobre, lítio e grafita”, afirmou.

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