FIERN orienta indústrias para captação de recursos em editais de inovação

Atendendo uma demanda recorrente das indústrias potiguares, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), realizou, nesta quinta-feira (6), o primeiro de dois encontros de uma imersão voltada à gestão da inovação nas indústrias potiguares. A iniciativa é promovida por meio do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) com objetivo de preparar empreendedores para captar recursos públicos e privados destinados à inovação nas indústrias.

É o caso de Maycon Santos, engenheiro de produção e gerente industrial da Refimosal, que vê na imersão a oportunidade de transformar os processos de beneficiamento de sal na empresa. “Atuamos em um setor muito tradicional, que por muito tempo usou técnicas artesanais, mas agora temos encontrado aberturas para a inovação e automação dos procedimentos.”
“Encontramos essa oportunidade e a ideia é viabilizar um projeto de inovação dentro da nossa empresa. Vivemos um processo de sucessão, em que a segunda geração está assumindo a gestão da empresa, já com a iniciativa de inovar”, conta.
Movimento semelhante vive Valleska Soares, diretora na Indusmetal, empresa familiar que fabrica máquinas de envase para a indústria de bebidas e está em transição para a segunda geração. “Hoje temos alguns processos de automação, e já temos algumas ideias para ampliar esses processos”, afirma.

A imersão nasceu de uma demanda identificada pela Comissão Temática de Inovação, Ciência e Tecnologia da FIERN (COINCITEC). “Existe uma demanda latente das empresas em investir cada vez mais em inovação, em novos modelos de negócio, de gestão, e como fazer isso diante de um cenário de taxas de juros cada vez mais altas e crédito cada vez mais complicado”, explica Kesiane Santana, gestora do Procompi no Rio Grande do Norte.
Do diagnóstico ao projeto escrito
A iniciativa conta com a condução de Gileno Negreiros, diretor da Capte.Ai, empresa especializada em captação de recursos para aceleração de startups e negócios. Ele explicou como identificar em qual contexto cada ideia se encaixa e os critérios para selecionar as propostas com mais chance de sucesso e maior valor estratégico.
“Ultimamente os editais têm sido mais bem trabalhados e definido melhor o que as instituições buscam em inovação. Entender esses detalhes é fundamental para encontrar as soluções e os caminhos dentro de cada edital”, destaca Gileno.

Ele também apresentou a dinâmica dos editais, os eixos que estruturam projetos de inovação, a importância de contextualizar corretamente desafios, tecnologia e mercado, e o uso de ferramentas de inteligência artificial para transformar esse conjunto de informações em um projeto escrito.
O encontro também recebeu Nara Raquel, coordenadora do Núcleo de Acesso a Crédito da FIERN (NAC), que apresentou linhas de crédito complementares à inovação disponíveis no mercado, como o BNDES Mais Inovação e o FINEP Inovacred. Essas linhas são apontadas como alternativas importantes para cobrir a contrapartida financeira exigida em alguns editais de subvenção.
“A participação do NAC na imersão integra uma ação conjunta com o Procompi para difundir o potencial do núcleo dentro da Federação e fortalecer os caminhos de captação de recursos para as indústrias, que costuma ser árduo para o empresário. Em resumo, buscamos orientação e conexão da empresa com o crédito certo para viabilizar o projeto de inovação de ponta a ponta, do diagnóstico até a liberação do recurso”, aponta Nara.
Com o segundo encontro previsto para 11 de agosto, a imersão segue para a etapa de consultorias individualizadas, quando cada empresa participante receberá acompanhamento específico para transformar as ideias discutidas em projetos estruturados, prontos para disputar editais de inovação e buscar recursos externos de fomento.



