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FIERN, SINDIMINERAIS-RN e SENAI debatem inovação e desenvolvimento do setor de minerais críticos no RN

Publicado em 06/08/2026

Os minerais críticos e as terras raras ocuparam o centro do debate no evento “Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte – Inovação, sustentabilidade e oportunidades para uma nova indústria”, realizado na tarde desta quinta-feira (6), na Casa da Indústria. O encontro reuniu empresários, profissionais e pesquisadores do setor de mineração para discutir a importância estratégica desses materiais para a soberania nacional e para a economia global, além do potencial do Rio Grande do Norte na cadeia produtiva.

O evento foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (SENAI-RN), com apoio do Sindicato da Indústria de Extração de Minerais Básicos e de Minerais Não Metálicos do Rio Grande do Norte (SINDIMINERAIS-RN) e do Centro de Inovação e Tecnologia SENAI Ímãs de Terras Raras, do SENAI-MG.

Em sua fala de abertura, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, destacou que os minerais críticos ocupam hoje um espaço estratégico semelhante ao do petróleo, por estarem presentes em dispositivos tecnológicos e no centro das disputas geopolíticas e das negociações tarifárias entre nações. “Este é um tema que está na pauta mundial. Se há alguns anos o petróleo simbolizava o poder da economia e estratégico para nações, hoje quem ocupa esse espaço são justamente os materiais críticos”, enfatizou.

“O Rio Grande do Norte tem uma tradição na mineração e chegou o momento de pensar nos de minerais críticos. Isso porque esse tema não se resume apenas ao setor, mas envolve toda economia, competitividade industrial e geopolítica”, afirmou Serquiz.

Ele defendeu a modernização da legislação e do processo de licenciamento ambiental do estado como condição para atrair investimentos e dar mais competitividade ao setor mineral potiguar. “Queremos um licenciamento que dê segurança para investir e transformar riqueza mineral em benefício direto do cidadão, não apenas em renda e emprego, mas em dignidade. Muitas vezes perdemos espaço não por burocracia, mas por questões ideológicas”, frisou o presidente da FIERN.

O presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não-Metálicos do RN (SINDMINERAIS-RN), Mário Tavares, reforçou a importância competitiva dos minerais críticos. “O tema é uma tendência global e merece atenção. Estamos num estado que tem um potencial grande para esses minerais e que é importante que eles sejam explorados”, apontou.

Já Rodrigo Mello, diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), destaca que a mineração está entre as principais atividades industriais do Rio Grande do Norte. “Nós temos um potencial muito grande de crescimento dessa indústria e de diversificação e os minerais críticos estão inseridos nesse contexto.”

O diretor cita o tungstênio, explorado historicamente na região do Seridó, como exemplo de mineral crítico do Rio Grande do Norte que pode ganhar novas perspectivas. “O Rio Grande do Norte é um histórico exportador de tungstênio na sua forma bruta e nós precisamos discutir industrialização, discutir um passo seguinte. Fornecer esse tungstênio já industrializado, com valor agregado maior, gerando mais imposto para o estado, ampliando a mão de obra envolvida nessa cadeia”.

Soberania e protagonismo

O pesquisador André Pimenta, coordenador de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) SENAI Ímãs de Terras Raras, apresentou o trabalho desenvolvido pelo centro e reforçou o potencial do país no setor. “O Brasil tem o potencial de ser um dos controladores desse mercado global. Estamos falando de transição energética, que para ser efetiva precisa da mineração, e do desenvolvimento industrial em diversos setores”, afirmou.

Encerrando as apresentações técnicas, Israel Lacerda de Araújo, mestre em Geociências Aplicadas, doutor em Ciências e consultor legislativo do Senado Federal, apresentou um panorama histórico dos minerais críticos e discutiu a importância da soberania nacional no tema, relacionando o debate ao cenário regulatório e geopolítico que envolve a exploração desses recursos no Brasil. “O Nordeste, em especial, tem reservas importantes com diversas reservas prontas para exploração. É preciso trabalhar um planejamento robusto para aproveitar com efetividade esses potenciais.”

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