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Saúde financeira e segurança no trabalho são debatidos no 2º Conexão Metal, realizado pelo SIMETAL-RN

Publicado em 02/09/2026

A gestão financeira e a segurança no trabalho nortearam as discussões da segunda edição do Conexão Metal, evento promovido pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado (SIMETAL-RN) nesta terça-feira (1º). Realizado na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), o encontro reuniu representantes de indústrias associadas para analisar diretrizes e práticas com impacto direto na rotina e na sustentabilidade das empresas do setor.

Durante a abertura, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, destacou os desafios enfrentados pelo setor produtivo diante das transformações em curso no país, especialmente em relação à reforma tributária. Para ele, as mudanças exigem acompanhamento e debate amplo para que os efeitos sobre as empresas sejam devidamente avaliados.

“É preciso que esse debate seja amplo, para que as empresas e os parlamentares possam se debruçar sobre as consequências, os estudos e os impactos que isso traz para a produtividade do nosso país”, afirmou.

Serquiz também abordou as discussões sobre mudanças nas relações de trabalho, como a proposta de alteração da escala 6×1. E defendeu que eventuais avanços sejam acompanhados de medidas que preservem a sustentabilidade dos empregos e a competitividade das empresas. “É preciso criar um ambiente de trabalho favorável em que empregados e empregadores possam conviver e manter a sustentabilidade dos empregos”, disse o presidente da FIERN.

O presidente do SIMETAL-RN, Vilmar Segundo, ressaltou a importância de os empresários acompanharem as transformações econômicas e institucionais para tomarem decisões mais seguras. “Nós somos empresários, somos gestores de empresas. O país está apresentando turbulência hoje, e a gente precisa ter os pés no chão e acompanhar o que vai acontecer para acertar nas nossas decisões para os próximos anos”, afirmou.

Vilmar também defendeu a gestão de pessoas para a sustentabilidade dos negócios aliada a ambientes de trabalho baseados no respeito e na educação. “Como é importante a gente ter um bom ambiente de trabalho, ter respeito, ter educação”, afirmou.

A programação do evento, explicou a vice-presidente do sindicato, Tercina Suassuna, foi construída a partir das necessidades apresentadas pelas empresas associadas. “Então essa é a importância que a gente dá hoje às dores e aos temas dos nossos associados, para que a gente se fortaleça enquanto categoria e associação e possa desenvolver cada vez mais de forma saudável e sustentável”, disse.

Saúde financeira e produtividade

A primeira palestra “Saúde Financeira e Produtividade: Equilíbrio com dinheiro transforma pessoas e resultados na indústria” foi ministrada pelo consultor financeiro Danyiel Ferreira, mestre em Administração e Finanças pela Universidade Potiguar.

Durante a apresentação, ele abordou o cenário de endividamento e inadimplência das famílias brasileiras e os reflexos da saúde financeira dos trabalhadores sobre o ambiente profissional. Segundo dados apresentados durante a palestra, 29,8% das famílias brasileiras estavam inadimplentes em julho deste ano, conforme levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O cartão de crédito aparece como principal fonte das dívidas. “A grande maioria das dívidas está no cartão de crédito”, afirmou Danyiel, destacando que 85,3% das dívidas estão relacionadas a essa modalidade.

A palestra também tratou do impacto das apostas online sobre a vida financeira dos trabalhadores. Segundo os dados apresentados, o perfil predominante entre os apostadores é de homens, que representam 66% do público, com média de 35 anos e pertencentes principalmente às classes B e C.

O impacto das dificuldades financeiras também chega ao ambiente de trabalho. Dados apresentados durante a programação apontam que 42% dos trabalhadores indicam o dinheiro como sua maior fonte de preocupação, enquanto 33% relatam queda de produtividade em razão das dívidas. Outros 79% afirmam perder mais de uma hora por semana de trabalho em decorrência do estresse financeiro.

Diante desse cenário, o consultor destacou o papel das empresas na promoção da educação financeira. Segundo pesquisa da Serasa Experian, apresentada durante a palestra, apenas 8% das empresas oferecem algum tipo de educação financeira aos colaboradores, enquanto 87% dos trabalhadores gostariam de contar com esse tipo de iniciativa como benefício.

“Temos um cenário caótico com altos níveis de endividamento, mas temos boas notícias: os colaboradores querem ajuda e querem sair disso”, afirmou Ferreira.

Uso do celular e segurança no trabalho

O uso excessivo de celular no ambiente de trabalho durante o expediente foi tema da apresentação feita por Reinaldo Orlando Augusto, técnico em Segurança do Trabalho, instrutor de Normas Regulamentadoras (NRs) e Bombeiro Civil, na segunda parte da programação.

A palestra abordou a relação entre o uso inadequado do celular e os riscos de acidentes nas indústrias, além da conexão do tema com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e a NR-01.

O especialista apresentou estratégias para reduzir os riscos no ambiente de trabalho, incluindo a realização de treinamentos e ações de orientação com os colaboradores. A proposta é ampliar a percepção de risco dos trabalhadores e estimular comportamentos mais seguros durante a jornada, especialmente em atividades que envolvem máquinas, equipamentos e outras situações que exigem atenção permanente.

A programação também contou com apresentação dos serviços do SESI-RN, com representação da coordenadora de Marketing e Mercado, Rafaela Lacerda; e do portfólio do IEL-RN, com representação do agente de Mercado, Fellipe Cavalcante.

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