Harry Potter, ciência e inglês se encontram em projeto da SESI Escola Mossoró

Capas, varinhas, quatro casas de Hogwarts e muita ciência. No SESI Escola Mossoró, aprender inglês ganhou ares de aventura no projeto “Harry Potter e o Mistério do Sétimo Ano”, realizado neste mês de setembro com estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental. Idealizada pelo professor Airton Baracho, a atividade transformou a escola em um cenário inspirado no universo criado por J.K. Rowling e colocou os alunos no centro de uma experiência que uniu Língua Inglesa, literatura, cultura, criatividade e conhecimento científico.
Divididos entre Grifinória, Lufa-Lufa, Sonserina e Corvinal, os estudantes pesquisaram conteúdos, produziram materiais, prepararam falas, ensaiaram apresentações em inglês, organizaram os espaços e receberam o público. A proposta foi fazer com que todos participassem da comunicação oral, utilizando o idioma em situações concretas.
A ambientação ajudou a criar a experiência de imersão. Capas, gravatas, varinhas, brasões e bandeiras deram forma às quatro casas, enquanto os estandes receberam jogos, quizzes, desafios e objetos temáticos. Por trás da atmosfera de Hogwarts, porém, havia uma segunda camada da atividade: os estudantes precisavam explicar cientificamente aquilo que apresentavam como “magia”.
Na Grifinória, o “Dragon Fire, ou Dragão de Fogo” foi utilizado para abordar a decomposição da água oxigenada e conceitos de Química. Lufa-Lufa trabalhou com mudanças de cores provocadas por alterações de pH. Em Corvinal, a “Poção da Sabedoria” envolveu água, óleo e efervescente. Já Sonserina utilizou o slime para explorar propriedades de polímeros e conceitos relacionados aos fluidos não newtonianos.
A fantasia serviu como ponto de partida para a investigação. Em vez de apenas reproduzir elementos conhecidos do universo de Harry Potter, os estudantes foram estimulados a perguntar o que havia por trás de cada fenômeno e a encontrar explicações baseadas na Ciência.
Segundo o professor Airton, o projeto foi desenvolvido a partir da Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning), metodologia que propõe aos estudantes situações nas quais precisam pesquisar, tomar decisões, trabalhar em equipe e apresentar os resultados do que construíram. A proposta também mobilizou competências relacionadas à comunicação, ao pensamento científico, à argumentação, à criatividade e à colaboração.
“Essa concepção encontra respaldo em John Dewey, para quem a experiência possui papel fundamental na construção da aprendizagem. No projeto, o conhecimento não ficou restrito à explicação do professor ou ao livro: os estudantes precisaram vivenciar, experimentar, produzir e comunicar”, disse.
O inglês esteve presente em todas essas etapas. Os alunos precisaram apresentar informações sobre as casas, seus fundadores, valores, personagens e curiosidades, além de explicar os experimentos no idioma. Dessa forma, vocabulário, pronúncia, leitura, escrita e oralidade foram trabalhados dentro de uma situação de comunicação criada pelos próprios estudantes, detalhou o professor.
A atividade também exigiu organização coletiva. Cada casa precisou dividir tarefas, preparar os materiais, ensaiar as apresentações e construir um espaço capaz de receber e interagir com o público. O desempenho dos alunos foi acompanhado a partir de critérios como uso da Língua Inglesa, oralidade, pesquisa, organização, criatividade, desenvolvimento do experimento científico, participação e interação.
No fim, o mistério do sétimo ano tinha uma resposta menos fantástica do que parecia: aprender pode começar com uma história conhecida, mas ganhar novos significados quando o estudante deixa de ser apenas espectador e passa a investigar, criar e explicar aquilo que descobriu.
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