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Na Agenda Caminhos do RN, FIERN aponta geração de energia como vantagem competitiva sistêmica

Publicado em 28/09/2026

Com 12,8 gigawatts (GW) de capacidade instalada para energia eólica e 6 GW instalados para energia solar fotovoltaica, o Rio Grande do Norte figura entre os principais geradores de energia renovável do Brasil. Esse cenário é o principal vetor para transformar a industrialização no estado, como aponta a Agenda Caminhos do RN 2027-2030, desenvolvida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), por meio do Observatório da Indústria Mais RN, e entregue aos candidatos ao Governo do estado e ao Senado federal, pelo RN, durante o Fórum Caminhos do RN – Eleições 2026.

Além da capacidade instalada, o Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que o RN conta com 319 parques eólicos em operação e outros 17 em construção. O sistema também registra 81 usinas de geração solar fotovoltaica em operação e cinco em construção. Por outro lado, o setor enfrenta desafios para transmitir para outras regiões ou para atrair investimentos que utilizem a energia gerada.

O documento trata a energia como uma infraestrutura básica sobre a qual podem se desenvolver praticamente todos os demais setores econômicos das próximas décadas no estado. Além disso, lança propostas para tornar todo o potencial energético em vantagem competitiva para o desenvolvimento.

As propostas envolvem soluções ao gargalo de transmissão energética que hoje o estado enfrenta, a preparação para os investimentos em energia eólica offshore – produzida em parque eólicos instalados no mar –, o desenvolvimento das cadeias de hidrogênio e amônia verdes e de baterias.

Vantagem competitiva sistêmica

Apesar da capacidade operacional e instalada de energia, a produção de energia renovável no Rio Grande do Norte frequentemente supera a capacidade de escoamento da rede de transmissão, gerando desperdício de energia, perdas econômicas para investidores e atraso na aprovação de novos projetos.

Para superar esse desafio, a Agenda propõe a expansão coordenada das linhas de transmissão para atender à geração de energia dos parques eólicos do Estado; a elaboração e atualização das resoluções do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONEMA) que autorizam os licenciamentos de instalação de parques eólicos e solares; Aprimoramento do marco legal que discipline e garanta segurança jurídica para a produção centralizada de energia solar; e participação ativa do setor público estadual no desbloqueio de licenças e autorizações necessárias às obras de transmissão.

Para preparar o estado para um ciclo de investimentos para energia eólica offshore, o documento defende a criação de marco regulatório claro e previsível para a atividade; direcionamento do Porto Caiçara do Norte para atender prioritariamente a montagem, manutenção e logística da cadeia de eólica offshore; fomento à formação de um complexo industrial ligado ao mar; e aproveitamento dos ativos naturais do Estado para captura de oportunidades no mercado voluntário e regulado de crédito de carbono.

A combinação entre energia renovável abundante, eólicas offshore e infraestrutura portuária cria condições singulares para a produção de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte. Nesse contexto, a Agenda propõe a estruturação de um marco regulatório estadual específico para a atividade; fomento ao desenvolvimento de cadeias industriais derivadas; e integração entre porto, energia e indústria como eixo de atração de investimentos âncora nessa cadeia.

Outra cadeia produtiva com potencial decorrente da geração de energia é a de armazenamento de energia, com bateria. Para viabilizar esse potencial, o documento aponta a necessidade de atrair fábricas de baterias e sistemas de armazenamento energético, internalizando etapas industriais de maior valor agregado na cadeia energética potiguar; o direcionamento de incentivos fiscais e de infraestrutura para projetos-piloto de armazenamento em larga escala; e posicionamento do Estado como exportador não apenas de energia elétrica, mas dos equipamentos que viabilizam a transição energética.

Metas de referência

Além das propostas, a Agenda Caminhos do RN 2027-2030 também aponta indicadores e metas para o aproveitamento da geração de energia no estado:

Texto: Guilherme Arnaud

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