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Ginga Moda RN debate sustentabilidade e o feito à mão com Marina Bitu e Cecília Baima

Publicado em 28/07/2026
Foto: Wendell Guilherme

Na primeira edição do Ginga Moda RN, a união entre design contemporâneo, gestão estratégica e preservação da artesania local deu o tom do primeiro painel da tarde desta terça-feira (28), no painel com a estilista Marina Bitu e a diretora executiva Cecília Baima, no palco do Praiamar Arena. Cofundadoras da marca autoral cearense Marina Bitu, elas trouxeram para o debate a moda com propósito, que busca redefinir o conceito de sustentabilidade e projetar o artesanato brasileiro no mercado internacional.

Marina Bitu defende que a sustentabilidade no setor precisa ir além da pauta ambiental e abraçar as dimensões humana e cultural. “No início da jornada com metas ESG e certificações, a marca enfrentou frustrações por ser um pequeno negócio. No entanto, o processo trouxe o entendimento de que o impacto real se constrói no cotidiano”, explica.

Para a criadora, a sustentabilidade se consolida nas pequenas práticas diárias que garantem a conservação dos recursos e a transmissão dos saberes tradicionais para as próximas gerações.

A evolução da etiqueta também esteve no centro das discussões. Embora o trabalho tenha começado em formato de ateliê, foi a partir de 2023 que a marca passou a ter dedicação integral das sócias, impulsionando sua expansão para polos como São Paulo e o exterior. Mesmo com o alcance global, a empresa mantém 100% da sua produção no Ceará.

“A decisão de produzir na origem fortalece a economia regional, gera empregos e movimenta uma cadeia produtiva que conecta a confecção direta a grupos de artesãos locais”, ressalta Marina.

Outro ponto destacado é o desafio de atrair o público jovem para a artesania tradicional. A estilista ressaltou que a sobrevivência de técnicas como o crochê, o macramê, a renda de labirinto e o bilro depende da capacidade da moda em renovar seus códigos visuais, criando imagens de desejo que conversem com as novas gerações.

Complementando a visão de negócios, a CEO Cecília Baima reforçou que a marca nasceu com o propósito de homenagear a cultura brasileira por meio do design inovador e do fazer manual. Baima explicou que a empresa se dedica a ressignificar processos artesanais clássicos, transformando matérias-primas e suportes.

“Entre os exemplos práticos dessa abordagem temos a reinvenção do fuxico e o uso de escamas de peixe, elemento comum no artesanato do Norte e Nordeste, aplicadas diretamente em peças de vestuário autoral”, destaca Baima.

Ao longo desta terça-feira (28), o Ginga Moda RN dá continuidade ao showroom, com rodadas de negócios entre lojistas locais e compradores de todo país, além de uma programação diversificada de palestras, painéis e desfiles, entre eles o Concurso Ginga Moda RN .2026 que anunciará os vencedores no encerramento do evento, às 20h.

O evento é uma realização do SENAI Moda, do SEBRAE-RN e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), da Associação de Moda do Rio Grande do Norte (AMO-RN), da Associação Seridoense de Confecções (Asconf), do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte (SIFT), do Sindicato das Indústrias de Vestuário do Rio Grande do Norte (SINDIVEST) e do Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Estado do Rio Grande do Norte (SINDIBONÉS). Riachuelo, Instituto Riachuelo, Vicunha, Bonor e Grupo NS são patrocinadores.

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Foto: Wendell Guilherme

Por Jô Lopes – STI – HIT SENAI-RN

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