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Indústria potiguar avança na agenda sustentável e investe em economia circular para a competitividade 

Publicado em 05/06/2026

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 05 de junho, é um marco para se aferir o avanço das mais diversas áreas na sustentabilidade. No meio industrial potiguar, esse avanço já se reflete no cotidiano de várias empresas que mantém práticas de sustentabilidade e economia circular em sua rotina.

O estudo realizado pela Sondagem Especial “Economia Circular e a Indústria Potiguar”, realizada pelo Observatório da Indústria MAIS RN, com base em levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2025, mostrou que 67% das empresas potiguares que adotaram práticas de economia circular associaram essas iniciativas à redução das emissões de gases de efeito estufa. O percentual já superava a média nacional, de 58%, e evidenciava o avanço da agenda sustentável no setor industrial do estado.

A Sondagem Especial tem como objetivo principal identificar práticas adotadas, barreiras enfrentadas e oportunidades vislumbradas para o avanço da economia circular no estado, com base na percepção de indústrias dos segmentos Extrativo, de Transformação e da Construção.

O levantamento também apontou que as empresas associam sustentabilidade à inovação, à competitividade e à conquista de novos mercados, sinalizando uma mudança gradual na forma como o setor industrial enxerga a agenda ambiental.

Para o presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se consolidar como uma estratégia de desenvolvimento econômico e industrial. “A indústria potiguar está cada vez mais conectada às demandas globais de sustentabilidade e aos princípios ESG, compreendendo que a competitividade do futuro passa pela inovação, pela eficiência no uso dos recursos e pelo compromisso com o meio ambiente”, afirma.

Segundo Serquiz, a FIERN tem atuado para apoiar essa transformação por meio da promoção do conhecimento, da capacitação e de iniciativas voltadas a tornar as empresas mais sustentáveis, produtivas e preparadas para os desafios de uma economia de baixo carbono.

Amadurecimento e transformações na indústria

Segundo o presidente da Comissão Temática de Meio Ambiente da FIERN, Marcelo Rosado, o amadurecimento da indústria ocorre em resposta às transformações do próprio mercado. “Existe uma sensibilidade, um amadurecimento e uma evolução nesse sentido. Hoje não basta apenas oferecer um preço competitivo. As empresas precisam demonstrar que possuem políticas ambientais e socioeconômicas e que contribuem para o desenvolvimento das regiões onde atuam”, afirma.

Marcelo Rosado, presidente da COEMA/FIERN

Ainda de acordo com ele, as práticas ESG e as soluções sustentáveis deixaram de ser um diferencial para se tornarem um fator de competitividade. “O mercado está atento a esse trabalho. Para sobreviver e construir um futuro melhor, as empresas precisam estar conectadas a essas pautas. E vão se destacar aquelas que estiverem mais atualizadas e comprometidas com soluções sustentáveis”, ressalta.

Os resultados da pesquisa também evidenciaram a relação entre sustentabilidade e inovação dentro das empresas potiguares. Entre os principais benefícios identificados pelos empresários, 42% apontaram o estímulo à inovação de produtos, processos e serviços. Outros 28% destacaram a melhoria da imagem corporativa, enquanto 25% associaram as práticas sustentáveis à conquista de novos mercados e clientes.

Apesar dos avanços identificados pela sondagem, o levantamento também apontou desafios para acelerar essa transição. A principal dificuldade mencionada pelas empresas foi a falta de qualificação técnica dos colaboradores, citada por 33% dos entrevistados. Também apareceram como obstáculos a necessidade de maior conscientização dos consumidores e barreiras econômicas e tributárias que dificultam a adoção de práticas circulares.

Nesse cenário, ganha relevância a atuação do Sistema FIERN no apoio à indústria, aproximando conhecimento, inovação e desenvolvimento econômico. Por meio de investimentos em pesquisa, tecnologia, formação profissional e suporte ao setor produtivo, a instituição busca contribuir para uma indústria mais competitiva, sustentável e alinhada às oportunidades da economia de baixo carbono.

Pesquisa aplicada para o futuro da energia

Por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-RN), o Sistema FIERN vem consolidando uma série de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à inovação tecnológica e à formação de profissionais preparados para os desafios da nova economia verde. Essas ações colocam o estado em posição de destaque nacional em áreas estratégicas como energias renováveis.

Um dos principais pilares dessa atuação é o Instituto SENAI de Inovação e Energias Renováveis (ISI-ER). Referência nacional em pesquisa aplicada, desenvolvimento e inovação para a indústria de energias renováveis, o instituto atua em áreas como energia eólica, solar, hidrogênio e combustíveis avançados, contribuindo diretamente para o avanço da transição energética brasileira.

Em 2025, o IBAMA concedeu ao SENAI-RN a primeira licença do Brasil para um projeto de energia eólica offshore. O empreendimento será instalado no mar de Areia Branca – município a 330km da capital potiguar, Natal – e vai operar como “Sítio de Testes” para a realização de estudos e o desenvolvimento de tecnologias que ajudem a subsidiar investimentos do setor.

Concebido para funcionar como um sítio de testes em condições reais de operação, o projeto servirá de base para estudos e o desenvolvimento de tecnologias que contribuirão para o planejamento de investimentos no setor, a formação da cadeia de fornecedores e o aumento do conteúdo nacional na indústria

 A atuação da instituição se estende ainda à formação de profissionais para atender às demandas do mercado. Com foco nas energias renováveis, o SENAI-RN vem ampliando sua oferta educacional e investindo em qualificação técnica alinhada às novas exigências da indústria, preparando mão de obra especializada para atuar em setores estratégicos da economia sustentável com a criação da Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais (FAETI).

O Sistema FIERN também investe em pesquisas relacionadas ao hidrogênio verde, considerado uma das principais apostas mundiais para a descarbonização da economia. O tema integra as áreas estratégicas de atuação do ISI-ER, que desenvolve estudos e projetos voltados à produção, armazenamento e utilização de combustíveis limpos

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