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Roberto Serquiz destaca atuação da FIERN para viabilizar data centers no RN

Publicado em 27/08/2026

O potencial do Rio Grande do Norte para receber data centers verdes foi tema de um evento realizado pelo Bradesco BBI, em São Paulo, nesta quinta-feira, 27. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, participou do encontro e destacou o trabalho da FIERN para auxiliar na preparação do estado para o mercado de economia digital.

Ele citou a vocação do estado para as energias renováveis e a atuação da Federação para aprovar as resoluções de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e de hidrogênio verde. “Trabalhamos essa regulação para trazer a segurança jurídica em diversas áreas. Também temos a previsão de aprovação da resolução de data centers e de revisão da Lei do Licenciamento Ambiental”, comentou Serquiz.

“O Rio Grande do Norte não quer apenas atrair os data centers, mas fazer uma conexão de energia digital a partir da energia limpa, da tecnologia e do desenvolvimento”, acrescentou.

Serquiz destacou o papel do SENAI-RN para o desenvolvimento do setor no estado, por meio do Hub de Inovação Tecnológica, que reúne o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e a Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais (FAETI).

O presidente da FIERN ainda destacou projetos do Sistema Indústria potiguar, como o a planta piloto de geração de energia eólica offshore, no mar de Areia Branca, e a parceria com a Petrobras para a instalação de uma planta piloto de hidrogênio verde, no município de Alto do Rodrigues.

O diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, também participou do evento e ressaltou o papel da instituição no desenvolvimento das competências do setor. “Estamos acompanhando o desenrolar dessas atividades e, a partir do momento que tivermos resultados concretos para o início de atividades, o SENAI irá contribuir ainda mais.”

Também participou do evento o diretor 1º tesoureiro da FIERN e presidente da Comissão Temática de Inovação, Ciência e Tecnologia da FIERN, Djalma Júnior.

Potencial em debate

O evento da Bradesco BBI recebeu representantes de instituições e empresas ligados ao setor energético e de desenvolvimento tecnológico para debater o potencial do Rio Grande do Norte para a operação de data centers.

A programação incluiu as apresentações “Energia, licenciamento e competitividade para data centers”, pelo diretor Administrativo-Financeiro da Codern, Hugo Fonseca; “O papel do gás natural nos data centers de alta disponibilidade”, pelo presidente do board de Abegás, Rafael Lamastra; “Distribuição de energia e o ambiente favorável para implantação de datacenters”, pela CEO da Neoenergia Cosern, Fabíola Almeida; e “Conectividade internacional: o papel dos cabos submarinos e da infraestrutura de telecom”, pelo CEO da Interjato, Erich Rodrigues.

Supercomputador no PaX

Quem também participou do debate em torno do potencial do estado para os data centers verdes foi o Parque Tecnológico Augusto Severo (PaX-RN). A presidente do conselho de administração do PaX, Ângela Paiva, representou a instituição e falou do projeto para instalação de um supercomputador no parque.

No último dia 20 de agosto, o Governo Fedral anunciou a instalação do equipamento na sede do PaX para o processamento de inteligência artificial, dentro do Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

A localização do Rio Grande do Norte para receber o supercomputador leva em conta as características consideradas favoráveis à instalação de uma infraestrutura dessa natureza. O estado possui forte participação de fontes renováveis na geração de energia, enquanto a posição geográfica facilita a conexão com rotas internacionais de cabos submarinos de fibra óptica.

Potencial renovável

O Rio Grande do Norte é uma das regiões mais promissoras do Brasil e do mundo para a produção de energia renovável. O RN produz em torno de 30% de toda a energia eólica do país e a matriz de energia solar representa em torno de 12% da matriz elétrica potiguar, com forte crescimento em usinas de grande porte e geração distribuída.

Há ainda grandes perspectivas para a exploração de ventos no mar (offshore), ampliando ainda mais o potencial energético. Mapeamentos apontam que o estado tem capacidade de expandir a geração dessa fonte de energia em pelo menos 93 Gigawatts (GW) – o equivalente a 15 vezes o que está em operação atualmente em seu território.

O potencial para futura geração offshore – com parques eólicos no mar – alcança, por sua vez, 54,5 GW e seria suficiente para suprir cerca de 33% de toda energia elétrica brasileira em 2020 (aproximadamente 651TWh).

Os dados estão no Atlas Eólico e Solar do estado. O documento é fruto de um Termo de Colaboração firmado entre o governo, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e a Federação das Indústrias (FIERN), com execução do SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER).

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