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SIFT-RN amplia parceria com a Seap e otimiza máquinas de costura na oficina de costura de Alcaçuz 

Publicado em 21/08/2026

O Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem do Rio Grande do Norte (SIFT-RN) deu mais um passo na parceria firmada com a Secretaria de Administração Penitenciária do RN (Seap) em extensão ao projeto Tecendo Liberdades. Nesta sexta-feira (21), o sindicato realizou a doação de três motores de máquinas de costura para a oficina localizada na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

A ação teve a participação da presidente do SIFT-RN, Helane Cruz, do diretor da unidade prisional, o policial penal Vitor Albuquerque, e da consultora do sindicato, Mara Rosali Almeida.

Segundo Helane Cruz, a doação atende a uma demanda apresentada pelos próprios apenados que integram a oficina após a participação no Tecendo Liberdades para o Ginga Moda RN. “Como as máquinas eram manuais, a motorização permitirá um ganho significativo de velocidade e fluidez ao processo, complementando a precisão técnica que eles já possuem”, destaca.

A presidente do SIFT-RN explicou que pretende encomendar a confecção de cerca de 500 brindes do SIFT-RN destinados à Feira da Indústria, que será realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) em novembro deste ano. “Temos um prazo curto, daí a urgência em equipar adequadamente o espaço. Os produtos terão identidade visual própria dos artesãos e etiqueta informativa, reforçando a proposta de integrar esse trabalho ao mercado formal, com segurança e qualidade técnica”, afirma Helane.

Ela também conta que pretende vestir uma peça produzida pela oficina para o próximo encontro do Fórum Nacional da Mulher Empresária, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que reúne lideranças femininas de todo o país, como forma de dar visibilidade ao projeto.

A proposta da parceria, segundo ela, é replicar no Rio Grande do Norte uma iniciativa semelhante a já consolidadas, como o “Minas pela Paz”, em Belo Horizonte, além de projetos no Sul do País e em Goiás. “O período de cumprimento de pena deve ser um tempo de reflexão e reeducação. Ao gerarmos valor e transformarmos o ambiente, colaboramos para a mudança de mentalidade dessas pessoas privadas de liberdade”, completou.

Do improviso às novas parcerias

O diretor da Penitenciária de Alcaçuz, Vitor Albuquerque, relembrou a trajetória da oficina de costura, viabilizada inicialmente a partir da doação de duas máquinas sem uso por uma policial penal da unidade. Mais tarde, o projeto Tecendo Liberdades, firmado junto ao SENAI-RN com apoio de indústrias do setor têxtil, rendeu uma nova dinâmica à oficina. Um grupo de 15 homens privados de liberdade participou da confecção das peças da coleção “Revoada”, que foi apresentada durante o Ginga Moda RN, em 27 de julho de 2026, em Natal.

A iniciativa teve apoio das empresas Vicunha, Uniformize, Bonor Botões, Santana Têxteis e Casa do Zíper, que acreditaram no projeto e contribuíram com a doação de insumos, demonstrando como a parceria entre indústria, educação e sistema prisional pode gerar impactos sociais concretos.

Para o diretor, a expectativa é que empresários passem a enxergar o sistema prisional como uma via de mão dupla, capaz de gerar oportunidades tanto para a indústria quanto para quem cumpre pena. “Esta é uma política pública essencial para a ressocialização e para a redução da reincidência criminal”, destacou Albuquerque.

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