Amaro Sales aponta futuro do RN em celebração à indústria e aos 65 anos da FIERN

 

“O Rio Grande do Norte tem futuro. Existem potencialidades em todos os segmentos e, em especial, na indústria com algumas atividades que podem ganhar dimensão estratégica nacional, a exemplo da mineração, alimentos e bebidas, confecções, sal, energias renováveis, carcinicultura e pesca”, disse o presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo, em discurso nesta quarta-feira, 23, à noite, no Teatro Riachuelo, durante a Sessão Magna em Homenagem ao Dia da Indústria.

 

O evento, que marcou também a passagem pelos 65 anos da FIERN, contou com a palestra “Gestão Pública”, do economista Eduardo Giannetti, show “SESI Big Band Convida Guilherme Arantes”, e participação de presidentes de sindicatos filiados, diretores e gestores da Federação das Indústrias, parlamentares, reitores de universidades, empresários, representantes de instituições públicas e privadas, militares e convidados.

 

Amaro Sales fez uma retrospectiva histórica sobre os 65 anos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, com referências diretas aos sindicatos e industriais pioneiros que criaram a instituição em 1953. “Cito, homenageando os demais, um que, com a Graça de Deus, permanece entre nós. Refiro-me a Francisco Ferreira Souto Filho que, naquela época, já era dirigente do Sindicato da Indústria de Extração do Sal e que, logo em seguida, se tornou seu Presidente e, desde lá, também ocupa cargos na Diretoria da FIERN chegando, inclusive, a ser 1ª. Vice-Presidente”.

 

 

A crise que o país e o estado atravessam mereceu registro no discurso, com ênfase para o desemprego, que atinge 227 mil pessoas no Rio Grande do Norte. “Estamos tentando reagir”, disse o presidente da FIERN, citando o Índice de Confiança da Indústria Potiguar – ICEI/FIERN, que voltou a crescer desde maio de 2017, após praticamente três anos de pessimismo (desde agosto de 2014). “A reação, de fato, vem ocorrendo na maioria dos segmentos, porém o único com ritmo de atividade superior ao de 2014 é Alimentos e Bebidas. A situação da Construção civil ainda é preocupante. Extração de Petróleo em retração”. A recuperação, de acordo com o industrial, tem sido mais nítida nas indústrias de médio e grande portes. As pequenas ainda apresentam elevado grau de ociosidade.

 

 

Aposta no MAIS RN para desenvolver o estado

 

O presidente da FIERN reconhece as dificuldades, mas mantém o otimismo e considera necessário olhar à frente. Para ele, o futuro do Rio Grande do Norte passa pelo estudo MAIS RN, elaborado pela FIERN, que projeta o desenvolvimento estadual para os próximos 20 anos. O projeto defende que “os principais atores políticos, econômicos e sociais potiguares adotem uma postura proativa, cooperativa e inovadora, realizando um amplo pacto político-institucional entre o poder público e a iniciativa privada, que viabilize um salto de desenvolvimento”.

 

Para o presidente Amaro Sales, somente com um amplo pacto, com responsabilidades bem definidas e metas que cuidem do equilíbrio das finanças públicas, o estado superará as dificuldades. “Com o pacto o Rio Grande do Norte poderá planejar os próximos anos, algo atualmente difícil pelas circunstâncias que todos conhecem e que, realmente, precisam ser enfrentadas por todos os Poderes, com o apoio da sociedade potiguar”.

 

Segundo o presidente da FIERN, com o MAIS RN o estado poderá ter em 2035 um PIB superior a 60 bilhões de reais e o IDH elevado conjuntamente. “Para tanto, além do pacto que tanto mencionamos, o investimento em pessoas deve ser ampliado. Os centros de formação de capital humano devem ganhar relevo, as universidades, os centros de tecnologia, os laboratórios e incubadoras, Sistema “S”, Metrópole Digital e a própria rede pública conectada às demandas dos setores privados, levando para a indústria: inovação, tecnologia de ponta, qualificação de pessoal e, como consequência, progressivamente a indústria 4.0”.

 

 

A importância do Sistema “S”

 

A atuação do Sistema “S” foi destacada por Amaro Sales, que citou números para comprovar a importância do SESI, SENAI e IEL para o Rio Grande do Norte. “O SESI, com mais de 84 mil matrículas, nos últimos três anos, em educação básica, e o SENAI, no mesmo período, com mais de 174 mil, seguramente, são duas instituições indispensáveis ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, citou.

 

Ele disse que nos últimos anos, inspirados no lema “com a indústria onde a indústria estiver”, o Sistema FIERN ampliou o atendimento e interiorizou suas ações, contando hoje com escritórios e unidades abertas em todas as regiões potiguares a partir das cidades de João Câmara, Macau, Assu, Mossoró, Pau dos Ferros, Caicó, Santa Cruz e Goianinha. “Ao longo de 65 anos nos tornamos referência em qualidade nos produtos e serviços que desenvolvemos”, afirmou.

 

A FIERN, disse o industrial, apesar de uma entidade privada representativa dos industriais, tem responsabilidades que ultrapassam a fronteira da representação sindical. “Com 65 anos de bons serviços prestados, tornou-se uma instituição necessária ao Rio Grande do Norte”, enfatizou Amaro Sales, que enalteceu o empenho de toda a Diretoria; o apoio dos Presidentes de Sindicatos; da CNI e de seu Presidente Robson Braga, além de outras lideranças empresarias e dos colaboradores do Sistema FIERN.

 

Amaro Sales encerrou sua fala agradecendo a todos que marcaram a história da FIERN, contribuindo com o fortalecimento da instituição e participando da vida econômica, social e política do Rio Grande do Norte. “São, em resumo, os que chamo de “heróis da resistência”, empreendedores que, além de se dedicarem a suas empresas, emprestam um bom tempo a luta de defesa de interesses”.